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Marcone Reis Fagundes – O homem das listas

       
Na década de 60, Marcone Reis Fagundes desafiou o monopólio na produção de listas telefônicas criando a Guiatel. Dedicação e tenacidade cimentaram sua trajetória vitoriosa como gráfico e líder setorial.

Para Marcone Reis Fagundes existem três premissas para o sucesso: trabalho, trabalho e trabalho. “Não conheço outra forma de vencer na vida. Aos 70 anos continuo chegando na empresa às 8h30 e saindo às 18h30, de segunda a sexta. Só não estou por aqui quando vou pescar”.

Com muito trabalho e perseverança, Marcone, ao lado de Wilson Melo Lima, sócio e amigo, ergueu a Guiatel, uma das principais indústrias gráficas de Minas Gerais, sinônimo de listas telefônicas.

Essa parceria já dura 47 anos, “sem brigas”, como enfatiza Marcone, mas a vida profissional do empresário começou antes disso. Natural de Boa Esperança, sul de Minas, Marcone começou a trabalhar aos 17 anos como office boy em uma escola da capital. De lá foi para a Shell e depois para a LTB (Listas Telefônicas Brasileiras). Entrou em 1960, como assistente administrativo, e saiu dois anos depois como gerente. “Juntamos um grupo de cinco pessoas, que depois foi reduzido para duas, e criamos a Guiatel em 1964”. O objetivo não era modesto: brigar com a LTB, que detinha 96% do mercado de listas, produzindo para todo o Brasil. “Naquela época a lista oficial era a única opção e decidimos criar uma lista paralela em Belo Horizonte. Como todo monopólio, o serviço tinha problemas no atendimento ao mercado e surgimos como uma alternativa para os anunciantes”. Dedicando-se apenas à parte editorial do produto, os cinco formavam inicialmente a equipe de vendas da Guiatel. O primeiro funcionário só foi admitido dois anos depois.

O produto emplacou, prosperou, e em 1970 Marcone e Wilson decidiram partir para a produção das listas em virtude da dificuldade que enfrentavam na impressão dos guias em Belo Horizonte. “Não tínhamos gráficas capazes de produzir os guias no tempo que precisávamos”. Com 50 funcionários, a área fabril nasceu totalmente dedicada à produção das listas da Guiatel, como é até hoje. Depois de Belo Horizonte, a empresa passou a atender Brasília, Goiás e parte do Estado de Minas Gerais. Estendeu seus braços até o interior de São Paulo, em cidades como Marília, mas a partir de 1985 concentrou-se em sua região.

Atualmente, a Guiatel edita e produz 29 listas que cobrem todo o Estado, exceto o Triângulo Mineiro, uma vez que nessa mesorregião a Companhia Telefônica tem uma editora própria. Cerca de 95% do faturamento da empresa vem das listas. O restante corresponde à produção de livros e revistas. “O mercado de listas impressas vem caindo, tanto é que já estamos na internet. Os dois produtos funcionam de forma complementar, mas não acredito que a lista impressa vai deixar de existir, porque a consulta ainda é mais prática nessa versão”. A crença no produto impresso é validada pela ocupação das máquinas da Guiatel: duas rotativas, três impressoras planas, além das linhas de acabamento. “Ainda não vimos necessidade de incrementar a produção de outros itens. Mas não há problema, podemos diversificar quando for preciso”.

Na mesma época em que se voltou para o mercado local, Marcone passou a frequentar a Abigraf Regional Minas Gerais. Em 1986, convidado por Ildeu da Silveira e Silva, integrou a diretoria da entidade, da qual assumiria a presidência em 1992. Um dos marcos de sua gestão foi o fim da reeleição, que vigora até hoje. “Acredito muito na alternância no poder”. O comando da Abigraf-MG ficou sob a responsabilidade de Marcone durante uma gestão, contudo, uma vez dentro do associativismo, não mais saiu. É o atual vice-presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de Minas Gerais, conselheiro fiscal da Abigraf Nacional e da Federação das Indústrias do Estado. “Desde que comecei, os problemas são os mesmos, apenas variam de intensidade”.

Em sua trajetória de sucesso, Marcone sempre teve ao seu lado a esposa Anacele, com quem tem um filho, Marco Túlio, criador de gado. Além da pesca esportiva, outra atividade que ocupa suas horas de lazer é a marcenaria, que pratica em sua casa de campo. Mas Marcone não pensa em trocar a gráfica por seus hobbies. “Aposentadoria? Aos 90, quem sabe”.

Texto: Tânia Galluzzi

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This entry was posted on Maio 7, 2012 by in Notícias.

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